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O que o cérebro tem para contar

  • 4 de jun. de 2017
  • 2 min de leitura

Há alguns anos tomei conhecimento, através de um artigo científico, de uma celeuma entre psicólogos sobre a capacidade humana de compreender os sentimentos e emoções do próximo (empatia). Na época haviam duas correntes de pensamento, que cito a seguir: 1- Ao ver as expressões do outro o observador inferia pelo que observava em si mesmo pelas suas experiências pregressas. 2- O observador questionava os outros durante as experiências e assim acumulava conhecimento e compreensão. Ouçamos agora a neurociência contemporânea.



Título do livro: O que o cérebro tem para contar. Autor: V. S. Ramachandran Cap. 04 – Os neurônios que moldaram a civilização. Ed. Zahar 1ª ed. Americana: 2011. 1ª Ed. No Brasil: 2014.

Cultura: São habilidades passíveis de transmissão pela linguagem e ou imitação. Nos finais dos anos 1990 o neurocientista Giacomo Rizzolatti e sua equipe da Universidade de Parma na Itália mostraram que alguns neurônios de macaco se excitavam quando este efetuava determinada ação e também quando via outro macaco realizar a mesma ação. Através destes “neurônios-espelho” o macaco estava adotando o ponto de vista de outro animal! Em seres humanos estes neurônios se tornaram tão sofisticados que se pode deduzir intensões complexas, como imitar movimentos de outras pessoas – o que levou à “herança cultural” de habilidades aprimoradas por outras pessoas. Há grandes possibilidades de que haja também circuitos neuronais inibitórios, que suprimem a imitação automática quando esta é inapropriada. Seria esta então a base neuronal do livre-arbítrio? Danos nesta circuitaria inibitória ou em enfermidades psiquiátricas como na esquizofrenia, levam à imitação automática e descontrolada (ecopraxia).

Muitas outras importantes consequências vão derivar destes achados, mas como este é apenas um “resumo” para o blog, fiquemos por aqui.

 
 
 

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